caminhar para unir territórios

caminhada performativa

O conceito deste projecto é ligar o corpo ao território através do acto de caminhar. Nestas caminhadas não se procura criar uma estética particular, mas destabilizar conceitos como espectador e performer, criando comunidades temporárias. A performance é a linguagem que melhor enquadra estas caminhadas, sendo aqui, performance, entendida como acontecimento, algo que não foi completamente planeado, mas emerge das interações entre público, performers e território. Em 2018 e 2019, em co-produção com a Associação Materiais Diversos, criaremos duas caminhadas participativas, nos concelhos do Cartaxo e de Alcanena. Por um lado, pretende-se unir os territórios onde a Associação Materiais Diversos desenvolve o seu trabalho, por outro lado, pretende-se revelar as identidades desses territórios, problematizando as suas tensões e idiossincrasias. Um projecto pensado para unir e compreender diferentes territórios.

 

Notas Biográficas

Carlos Carneiro, é viajante e das suas jornadas, duas resultaram em livro: “Até onde vais com 1000 euros?”, uma travessia de Lisboa até Dacar de bicicleta; e “Nunca é tarde”, uma viagem de pai e filho à volta de África. Trabalha há oito anos como guia em Marrocos, Cáucaso, América Central e Etiópia. A viagem que mais o marcou foi em Trás-os-Montes, numa caminhada de quinze dias com uma burra chamada Lizota e um mapa militar que não sabia ler.

Maria Gil, estudou teatro, encenação, dramaturgia, teatro clássico, performance e autobiografia. Enquanto artista desenvolve um trabalho experimental e de investigação focado em práticas e processos artísticos. Gosta de sair de casa a pé e deambular até ao pôr-do-sol. É quando caminha que se sintoniza melhor consigo própria e com o mundo que a rodeia.

Sara Anjo, bailarina e coreógrafa. Interessa-se por práticas meditativas que geram mudanças psico-físicas, sendo a caminhada uma das principais. Questiona-se permanentemente acerca do que nos move? Como nos movemos? E para onde nos movemos? Tem explorado o acto de caminhar em diferentes contextos artísticos dos quais destaca a colaboração com o Teatro do Silêncio, desde 2012, no Projecto Caminhar; a colaboração com a coreógrafa Michelle Moura, na peça “Nós aqui neste passinho, vamos até ao sol Raiar”; e em “Sacro”, peça de sua autoria.

 

© Joana Linda

FICHA TÉCNICA

Direcção: Maria Gil
Co-Criação: Carlos Carneiro, Maria Gil e Sara Anjo
Design Gráfico e Registo Fotográfico: Joana Linda
Produção: Vanda Cerejo, Cristina Correia, Teatro do Silêncio 2018
Colaboração: Projecto Palhota Viva, EcoCartaxo
Residência Artística: Biblioteca Municipal Marcelino Mesquita
Co-Produção: Associação Materiais Diversos
Apoios: Câmara Municipal do Cartaxo, Junta de Freguesia do Cartaxo, Centro Cultural do Cartaxo, Ateneu Artístico Cartaxenense, Igreja São João Baptista; Escola Básica Marcelino Mesquita
Agradecimentos: Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 1120 Cartaxo, Alfredo Lobato, Carlota Lomba, Miguel Leal, Rafaela Coelho

O Teatro do Silêncio é uma estrutura financiada por República Portuguesa – Cultura | Direcção Geral das Artes e pela Junta de Freguesia de Carnide.

CARTAXO

Percurso Bairro
Do Centro Cultural do Cartaxo
ao Parque de Sta. Eulália (4,5 km)

20 de Outubro 2018, das 15h às 19h
Nível de dificuldade: fácil

Percurso Campo
Da Estação Ferroviária do Setil
à Aldeia da Palhota (11km)

27 de Outubro 2018, das 15h às 19h
Nível de dificuldade: moderado

Inscrição obrigatória:
inscricoes@materiaisdiversos.com

Lotação limitada / 3€