caminhar

direção artística de Maria Gil

Caminhar é um projecto de pesquisa desenvolvido por Maria Gil desde 2014 em colaboração com artistas e especialistas de várias áreas tendo como premissa a aproximação do corpo ao território através do acto de caminhar. Nestas caminhadas não se procura criar uma estética particular - não são espetáculos em andamento, mas há lugar para a partilha de práticas como exercícios de observação e de escuta, leituras poéticas, entre outras, que facilitam uma interação sensível com os diferentes territórios percorridos.

Foto: Maria Gil

Caminhar em rede, Trafaria

O modelo de rede é dominante e usamo-lo inconscientemente, quase sem pensar na relação de autonomia e/ou dependência entre nós e os diferentes elementos da rede. No entanto, estabelecemos várias relações de rede e muitas são, imperceptíveis.Nesta caminhada, partimos do modelo em rede e dos significados da palavra rede para, através de um envolvimento direto com o local e com as suas diversas comunidades, atravessar a Trafaria a pé, tendo como base práticas de rede. Uma caminhada que incorpora características geográficas e físicas, histórias e memórias, num espaço político e social.

REDE:
1. Malha feita de fios entrelaçados com espaços regulares. 2. Utensílio de malha larga para apanhar peixes ou outros animais. 3. Tecido de malha de algodão ou seda com que as mulheres envolvem o cabelo. 4. Tecido metálico que serve para resguardar as vidraças. 5. Utensílio de malha de arame para resguardar a comida. 6. Tecido de arame. 7. Artefacto, de tecido ou malha resistente, suspenso pelas duas extremidades, onde se dorme ou descansa. 8. [Portugal: Madeira, Brasil] Meio arcaico de transporte, geralmente para uma pessoa deitada, que usava um artefacto de tecido ou malha resistente, suspenso numa grande vara que era suportada por uma pessoa em cada uma das extremidades. 9. [Desporto] Tira de tecido de malha que divide um campo de ténis, de vólei ou uma mesa de pingue-pongue. 10. Conjunto de linhas de caminhos-de-ferro, telefónicas, telegráficas, de canais, etc. 11. [Anatomia] Entrelaçamento de nervos, fibras, etc. 12. [Figurado] Diz-se de tudo que leva adiante de si e apanha ou arrasta quanto encontra. 13. Complicação de coisas. 14. Cilada. 15. [Informática] Sistema de computadores ligados entre si, para
partilha de dados e informação. 16. [Informática] O mesmo que internet. Podemos ainda falar de rede de dormir, rede social ou ainda de rede varredora.

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

Lotação: 15 pessoas
Entrada livre mediante inscrição
Enviar email para: nomadasterritoriosnomadas@gmail.com

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
criação e mediação Maria Gil
imagens e postal Joana Linda
apoio Joana Braga
comunicação Sara Cunha
produção executiva Teatro do Silêncio
acolhimento Territórios Nómadas | T-Factor | Universidade Nova de Lisboa. O ciclo Territórios Nómadas está enquadrado Eno projecto T-Factor.

DATAS
24 Set 2022 (hora e outras informações a anunciar brevemente)

Foto: Joana Linda

Caminhar pela fronteira da cidade de Lisboa

Esta caminhada pretende tornar visíveis algumas das fronteiras físicas e políticas que delimitam a cidade de Lisboa. As fronteiras serão reveladas à medida que caminhamos e mergulhamos no território. Serão realizadas provocações artísticas que se focam nos processos de formação, alteração e gestão das fronteiras por parte das comunidades e agentes de poder. A edição de 2017 contou com a criação e mediação de Carlos Carneiro, Maria Gil e Sara Anjo. A edição de 2021 contou com a criação e mediação de Catarina Câmara, Clara Marchana, Joana Pupo, Maria Gil e Susana Guardado.

DATAS
11, 25 Set e 2, 16 Out 2021 - parceria TBA - Teatro do Bairro Alto
19, 20, 21 e 22 Out 2017 - parceria Passado e Presente - Lisboa Capital Ibero-americana de Cultura 2017

Foto: Leonor Keil

Derivar - caminhada performativa

Partindo do conceito de «deriva» desenvolvido por Guy Debord, a proposta para esta caminhada é deambular entre a Baixa e as Avenidas Novas, de forma desinteressada. Acompanhamento de Maria Gil. Criação de Leonor Keil e Tiago Barbosa, que assumem também o papel de mediação entre os participantes e os espaços físicos e políticos da cidade a descobrir.

DATAS
15 Dez 2019, 19 Jan, 16 Fev 2020 - parceria Museu do Dinheiro

Foto: Joana Linda

Caminhar para unir territórios

Uma série de caminhadas criadas em co-produção com a Associação Materiais Diversos no Cartaxo e em Alcanena. Pretende-se revelar as identidades desses territórios, problematizando as suas tensões e idiossincrasias. Um projecto pensado para unir e compreender diferentes territórios. Criação e mediação de Carlos Carneiro, Maria Gil e Sara Anjo (Cartaxo); António Poppe, Carlos Carneiro, Maria Gil e Ana Francisco, Marco Jacinto da Sociedade Portuguesa de Botânica (Alcanena).

DATAS
14 Abr 2019, Serra de Santo António, Alcanena
4, 5 Mai 2019, Serra de Santo António, Alcanena (com pernoita)
20 Out 2018, Percurso Bairro, Cartaxo
27 Out 2018, Percurso Campo, Cartaxo

Foto: Sara Anjo

Caminhar pelas fronteiras

Esta caminhada pretende tornar visíveis algumas das fronteiras físicas e políticas do território no qual o Festival Materiais Diversos está inserido. As fronteiras serão reveladas à medida que caminhamos e mergulhamos na paisagem. Serão realizadas provocações artísticas que se focam essencialmente nos processos de formação, alteração e gestão das fronteiras por parte das comunidades e a sua relação com os agentes de poder. Criação e mediação de Maria Gil e Sara Anjo.

DATAS
17 Set 2017, Mar de Minde, Alcanena - Inserido no Festival Materiais Diversos

Foto: Maria Gil

Caminhadas artísticas por Carnide

Caminhadas pelas redondezas do Lavadouro Público de Carnide para palmilhar a região por onde passamos todos os dias. Cada caminhada parte de uma premissa particular: #1. Caminhadas Individuais; #2. O Meu Corpo é a Minha Casa; #3. Paisagens Sonoras; #4. Paisagens Cenográficas; #5. Leituras em Andamento; e é mediada por um dos seguintes artistas: Gil Dionísio, Maria Gil, Pedro Silva e Sara Anjo.

DATAS
5 Jan, 2 Fev, 2 Mar, 6 Abr, 4 Mai 2014 - Inserido no projeto Pulsar Carnide (Centro
Histórico)

O TEATRO DO SILÊNCIO é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção Geral das Artes e pela Junta de Freguesia de Carnide.