EQUIPA

DIRECÇÃO ARTÍSTICA

Maria Gil (Lisboa, 1978) cria espectáculos despojados e fundados na palavra, estabelecendo uma relação directa e próxima com os espectadores; as suas dramaturgias têm como ponto de partida premissas autobiográficas e histórias de pessoas e de lugares, que recolhe, cruza e ficciona, para construir uma poética do quotidiano. Os seus trabalhos evocam a periferia e a margem, mas também pessoas e lugares em desaparecimento. Colabora regularmente com criadores de várias áreas artísticas, nomeadamente da dança, da música, das artes visuais e do cinema. Trabalha com várias instituições públicas e privadas, concebendo, desenvolvendo, e realizando actividades e estratégias educativas que articulam a imaginação e o pensamento.

Miguel Bonneville (Porto, 1985) Miguel Bonneville introduz-nos a histórias autoficcionais, centradas na desconstrução e reconstrução da identidade, através de obras que cruzam múltiplas áreas artísticas. Desde 2003, tem apresentado o seu trabalho nacional e internacionalmente, sobretudo os projectos seriados Family Project, Miguel Bonneville e A Importância de Ser.
Recebeu o Prémio da Rede Ex Aequo (2015) pelos espectáculos Medo e Feminismos, em colaboração com Maria Gil, e A Importância de Ser Simone de Beauvoir.
Estudou Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo (2000-2003), tendo complementado os seus estudos com os cursos de: Artes Visuais na Fundação Calouste Gulbenkian/Programa Criatividade e Criação Artística (2006), Autobiografias, Histórias de Vida e Vidas de Artista no CIES-ISCTE (2008), Arquivo – Organização e Manutenção no Citeforma (2013), Cyborgs, Sexo e Sociedade na FCSH (2016), e Filosofia e Arte na Mute (2017), entre outros.
Fez parte do núcleo de artistas da produtora de dança contemporânea Eira (2004-2006) e da Galeria 3+1 Arte Contemporânea (2009-2013).
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (2011, 2012, 2017) e do Centro Nacional da Cultura – Jovens Criadores (2010).
Publicou os livros Os Diários de C.C. Rausch (Corpos Editora, 2006), Ensaios de Santidade (Sr. Teste, 2021), O Pessoal é Político (Douda Correria, 2021), e ainda os livros de artista Jérôme, Olivier et Moi (Homesession, 2008), Notas de um Primata Suicida (2017), Dissecação de um Cisne (2018), e Lamento do Ciborgue (2021). 
Foi artista residente no Sítio das Artes, CAMJAP/Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2007), Homesession (Barcelona, 2008), Mugatxoan/Fundação de Serralves (Porto, 2010), Festival Transeuropa2012 (Hildesheim, 2012), Arts Printing House (Vilnius, 2013), Arte y Desarrollo (Madrid, 2014), e La Box (Bourges, 2018), entre outros.
Lecciona esporadicamente criação de performance autoral em diferentes estruturas nacionais e internacionais.
É director artístico do Teatro do Silêncio.

GESTÃO / ADMINISTRAÇÃO

Susana Martinho Lopes  Formação – Mestrado em Educação Social, Licenciatura em Direito, Curso  Profissional de Gestão e Produção Cultural do Forum Dança – Associação Cultural.
Desde 2000  trabalhou com diversas estruturas e criadores independentes nas áreas da dança, do teatro e do cinema. De Janeiro de 2002 a Setembro de 2008 integrou a equipa de O Rumo do Fumo, estrutura de criação, produção e difusão cultural, responsável pela produção e difusão nacional e internacional dos coreógrafos Vera Mantero, Miguel Pereira, João Samões, Teresa Prima,Rafael Alvarez, entre outros. No âmbito desta estrutura, foi responsável pelo desenvolvimento e coordenação do projecto, relações institucionais e financiamentos públicos e privados da estrutura, tendo trabalhado com diversas instituições e teatros nacionais e internacionais.
De Outubro de 2008 até Dezembro de 2014 integrou a equipa do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão,onde desempenhou as funções de Direcção de Produção e Assistência de Programação. Foi ainda responsável pelo projecto Oficina do Espectador, o serviço educativo do teatro, que tem como objectivo a formação e fidelização de públicos, e o desenvolvimento de projectos de educação e formação pela arte, nomeadamente em contexto escolar.
Em Janeiro de 2015 integrou a equipa da Alkantara – Associação Cultural. Além da Direção de Produção, foi responsável pela produção, difusão nacional e internacional do projeto Sete Anos Sete Peças de Cláudia Dias e pelo desenvolvimento de projetos de Mediação e Desenvolvimento de Públicos, dos quais destaca: Sete Anos Sete Escolas em parceria com a Câmara Municipal de Almada, Escola Secundária António Gedeão e Escola Secundária Francisco Simões com o apoio do programa PARTIS-FCG, e o  projeto Bware/Warehouse em parceria com a Escola Artística António. Arroio. Colabora com o Teatro do Silêncio desde Março de 2019.

COMUNICAÇÃO

Sara Cunha (Guimarães, 1982) Licenciada em Comunicação Social, tem vindo a desempenhar funções nas áreas de comunicação e produção cultural desde 2010. Foi, ao longo de quatro anos, responsável pelo gabinete de comunicação da CTL/MUSICBOX, desenhando a estratégia de comunicação online, média e institucional dos vários projectos. Desde janeiro de 2017 que trabalha como freelancer em produção e comunicação, tendo colaborado com projetos como o IndieLisboa, Maus Hábitos, FEST, Aleste, A Porta, Mucho Flow, Cine’Eco Seia, Porto Design Biennale, Curtas de Vila do Conde, Porto/Post/Doc, Tremor e Milhões de Festa. Colaborou também na produção do MIL e da Rádio Silêncio, integrado no festival com o mesmo nome. Tem também a seu cargo a comunicação de bandas nacionais, a assessoria de imprensa das editoras Lovers & Lollypops e Omnichord, do Teatro do Silêncio, assim como de outros projectos na área da performance, da música e do cinema.