As montanhas azuis estão sempre a caminhar
performance
As montanhas azuis estão sempre a caminhar
M/16
Bea: Os alfabetos existem, as chuvas de alfabetos,
as chuvas incessantes. A garça, a luz
Lucca: O minério na montanha mineral existe, a escuridão existe.
As histórias sussurradas existem, as histórias sussurradas existem
Isabel: Luta de classes
Em plena Segunda Guerra Mundial, Nan Shepherd escreve A Montanha Viva, descrevendo as suas viagens pelas Cairngorms numa meditação sobre o consolo e a força das regiões indomadas, focando-se nos elementos ocultos da montanha e na nossa relação imaginativa com o mundo selvagem. Em 1940, a publicação do manuscrito é recusada e o manuscrito ficaria guardado numa gaveta durante mais de três décadas.Este espetáculo parte dessa Montanha Viva e da ideia de Shepherd de que a montanha não é um topo que se deve subir, mas um lugar onde se entra. Uma fenda que se abre. Coisas acontecem, algumas, neste espectáculo.
Notas Biográficas
Beatriz Baião: Criadora, produtora e professora. Inicia a sua formação em ballet em Setúbal, complementando-a mais tarde com workshops e cursos de teatro. É licenciada em Teatro pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) e frequentou o Programa Avançado de Criação em Artes Performativas (PACAP7) do Fórum Dança. No seu percurso, destaca a colaboração com Sara Vaz no projeto The School for Nothing. Atualmente, leciona Oficinas de Teatro e trabalha na área da produção para cinema e televisão.
Isabel Xavier: Atriz, encenadora e produtora. Inicia os seus estudos teatrais nas Confrarias de Teatro do Teatro O Bando, companhia onde colabora como atriz e membro da equipa técnica em criações como DO FIM (2015), PÁSSAROS (2019) e MOVIMENTO ZEBRA (2020). É cofundadora da Associação Cultural Teatro Amanhã e integra o Grupo Cru, coletivo fundado em 2020 e galardoado com o prémio de melhor espetáculo no Festival Internacional de Teatro de Setúbal (2021). Licenciada em Teatro pela ESAD.CR (2022), complementa o seu percurso com uma pesquisa em Teatro Físico na Accademia Dimitri (Suíça). Colaborou ainda com o Teatro do Silêncio, com o encenador Miguel Jesus e com a atriz e investigadora de voz Julianna Bloodgood. Atualmente, frequenta o Mestrado em Criação Artística (ramo de Criação Teatral) na ESMAE, no Porto.
Lupa Fernandes: É criador teatral e ator. Nascido nas Caldas da Rainha em 2002, é licenciado em Teatro pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), concluído em 2025. O seu percurso profissional inclui colaborações com Joana Craveiro, Nova Companhia, A Barraca, Teatro Nacional D. Maria II (projeto Odisseia Nacional), Teatro da Pessoa, Teatro do Silêncio e NO é Artes Performativas. No âmbito da criação, destaca-se como autor e encenador da peça, O Atelier (2025), um projeto cocriado com Carolina Bonixe e coproduzido pelo Leirena Teatro para o Festival Novos Ventos.

Ficha técnica
Direção: Maria Gil
Criado em colaboração com Bruno Alexandre
Desenvolvimento inicial do projeto e apoio à criação: James Riordan
Interpretação: Beatriz Baião, Isabel Xavier e Lupa Fernandes
Desenho de luz: Ângela Bismarck
Desenho de cena e música: Ricardo Jacinto
Construção e montagem: André Reine e Paulo Luís
Figurinos: Tânia Guerreiro
Gestão e Administração: Susana Martinho Lopes
Produção: Teatro do Silêncio 2026
Coprodução: Negócio ZDB; Teatro Municipal da Covilhã
Apoio: OSSO, Junta de Freguesia de Carnide, Câmara Municipal de Lisboa
Parceiro local: Lua Cheia Teatro Para Todos
Residências de criação: OSSO (Caldas da Rainha); Brú Theatre (Irlanda); TranziT – European Festival of Contemporary Theatre Practices (Croácia).
Este projeto teve o apoio da Direção-Geral das Artes – Ministério da Cultura.
Agradecimentos: Ivana Peranić; Jérémie Cyr-Cooke; João Miller Guerra; Mo Thiesenhusen; Roberta Ceginskaite; Victoria McCormack
